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Esquadrão Suicida é bom sim, mas poderia ser melhor

Finalmente a espera acabou, Esquadrão Suicida está nos cinemas e apesar da chuva de críticas negativas, fui ao cinema de coração aberto, torcendo pelo melhor, pois um filme com o Coringa e a Arlequina não poderia me decepcionar.

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Não saí desapontado com o filme, mas não posso falar que fiquei saciado pela “maldade” que só os vilões poderiam proporcionar com esse filme. E olha que o leque de escolhas para esses vilões era o melhor possível, baseado principalmente nos vilões do Batman.

O filme começa de uma maneira até meio frenética, apresentando os personagens separadamente, como se fosse um video clipe de cada um deles, e nesse ponto, acaba tendo um ritmo legal, pois são muitos personagens para se apresentar em tão pouco tempo. Mas após essa apresentação, o filme começa a decair simplesmente por culpa de seu roteiro fraco e totalmente genérico. David Ayer teve apenas 6 semanas para escrever o roteiro antes de começar as filmagens, que não podemos esquecer, também teve muito coisa reescrita e refilmada após o “fracasso” de Batman V Superman. Se você ver o clima criado no primeiro trailer apresentado na Comic-Con 2015, verá que era um outro filme, mais sombrio e menos engraçadinho como o que vimos nas telonas.

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Apesar desse problema de roteiro, o filme se segura bem devido a alguns de seus personagens. O filme foca bastante no Pistoleiro (Will Smith), que como o grande astro desse filme, era óbvio que aconteceria, e apesar disso, em nenhum momento se percebe uma forçação de barra para isso acontecer e o Pistoleiro aparece realmente quando necessário. A única coisa que os mais puristas podem reclamar é dele praticamente não usar a máscara, mas isso é algo bem pequeno comparado a outros erros. O Capitão Bumerangue é um personagem que me surpreendeu, mais pela atuação de Jai Courtney do que pelo personagem em si. Divertido, com umas tiradas interessantes, ficou com aquele gostinho de quero mais. Joel Kinnaman como Rick Flag conseguiu traduzir bem a liderança daquele típico cara durão do exército. Katana mostrou um potencial pouco aproveitado, o Amarra você praticamente não percebe sua presença e o El Diablo é um personagem menor que acaba surpreendendo e mostrando grande importância.

Agora, o que eu considero como uma das  piores coisas desse filme, além de seu roteiro, é a terrível atuação de Cara Delevingne como a Magia, não sabendo transparecer seu medo como June Moone, e mais ainda como a bruxa de milhares de anos. O sub-aproveitamento do Killer Croc também foi algo que me incomodou no filme, pois me pareceu que Ayer não sabia quem era esse personagem, o tornando afável e simpático, uma tentativa de torná-lo o Groot do Esquadrão.

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Parece que é impossível qualquer filme da DC ou Marvel acertar no seu vilão ou antagonista. Mais um vilão genérico, com soldados sem rosto nos quais você não dá a mínima, um plano de destruir o mundo criando uma super arma, além daquele maldito raio em direção aos céus que aparece em todos os filmes, CHEGA DESSE RAIO, P****!!!!

Em mais uma tentativa de parecer com os Guardiões da Galáxia da DC, tentaram ser “cool” demais com as músicas da trilha sonora, que apesar de ótimas canções, não funcionaram bem com o clima do filme, com pequenas exceções (House of the Rising Sun na abertura foi perfeito).

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A participação do Batman foi muito breve, no início do filme, nada de especial. O Coringa, que era o mais esperado depois de tanto mistério e loucuras que o Jared Leto fez nos sets de gravação, ficou pra mim como uma grande interrogação. O pouco que vemos, é que esse é um CoringaGangsta“, com suas tattos, seu modo de vestir e agir. Achei algumas escolhas de atuação por parte do Leto, um tanto quanto estranhas, como alguns sons esquisitos, mas nada prejudicial. Qualquer tipo de comparação com qualquer outros Coringas que já existiram, é totalmente injusta. Vamos esperar por um filme que realmente mostre todo o potencial tanto do ator quanto do personagem. O próprio Jared falou que muita coisa foi cortada do filme, acredito que veríamos melhor como ele seria.

Pra fechar essa crítica, o melhor desse filme. Assim como a Mulher-Maravilha roubou a cena em BvS, as mulheres foram as melhores coisas desse filme (menos a Cara Delevingne). Como não amar a Arlequina da Margot Robbie? Linda, engraçada, insana, roubou totalmente a cena nos seus momentos em tela. Até no pouco que vemos dela com o Coringa, ela se sobressai. Temos a origem dela de forma muito corrida, mas fica claro os abusos cometidos pelo Coringa a ela. Todos os seus trejeitos e olhares fascinam e encantam. Só não falo que o filme é todo da Arlequina, porque temos a Viola Davis destruindo como Amanda Waller. Que atuação incrível, dentre todos os personagens, é a que você mais teme quando vê, o controle total e poder de manipulação que ela exerce sobre todos, é de assombrar. Viola realmente mostrou todas as suas garras nesse filme, como grande vencedora do Oscar que é.

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Vale muito a pena ir aos cinemas assistir, considero o melhor filme da DC desde O Cavaleiro das Trevas do Nolan. Acho um exagero essas críticas totalmente negativas ao filme. Se você gosta das animações da DC, vai amar esse filme, pois ele é como se fosse um live action dessas animações, sem se prender tanto a história e partindo pra ação.

NOTA 7,5

About Rodrigo Cardoso

Rodrigo Cardoso
Comer, beber e dormir, esse é o meu lema. Vascaíno, mal humorado por natureza e um nerd Bon Vivant.

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